Muda, sinto a garganta roçar buscando por quem gritar. Eclodem aos meus ouvidos melodias, e todos os acordes já foram ouvidos. As pessoas agora me parecem vazias, e o tempo, parado dentro de mim. Os livros, as frases feitas. Nada soa mais tão belo. Não quero palavras supérfolas, tampouco o vazio que há nelas. Prefiro o silêncio verdadeiro, ou um toque nervoso e desajustado. Odeio entrelinhas. Busco apenas um sinal de vida detrás de toda essa montagem mecânica e fria. Mesmo que seja um gesto obscuro. Só necessito que seja meramente sincero.
Catarina Buson.

Nenhum comentário:
Postar um comentário