Despiu-se, jovem, tola e dizendo adeus... seu coração estava mudando. Novidades são tão vãs e necessárias que quer provar, degustar, deliciar-se em corpos, copos, porções nunca antes conhecidas, exploradas. O amado é amargo, às vezes doce, tão igual e despretensioso, diferente dos outros mas sempre semelhante aos dois, é infantil, piadista... é fácil, tão fácil. Cheios de sussurros, códigos, linguagem inapropriada ao público alvo, não que seja brusca, é apenas um pouco difícil de se decodificar. Grita e implora um "mate-me" abafado, quase acabado, e diz cheia de convicção que esses serão os últimos endereços e essas as últimas cartas, mas que espera que ele saiba que já não há mais remetente.
domingo, 30 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O mundo não é mais igual ao meu
Cansei. É, eu cansei. Já me bastam os risos forçados, olhares repetidos, e pensamentos paupérrimos. Hoje nem eu mesma estou me aguentando, muito menos aos outros. O “golpe final” resolveu me acertar em cheio dessa vez, mas eu sei que não será o último. No meu ingênuo apego a coisas insignificantes, coisas essas que pareciam o meu suporte, percebi que minha alma é bem menos previsível do que crêem, e muito mais avessa do que imaginam. Eu sou bem diferente do que eu penso ser. Foi só a gota d’água para explodir uma tempestade dentro de mim, que me fez desacreditar em tudo, de uma vez só. Há mais de uma década, eu sou a mesma, a de idéias tortas e embaçadas, mas que para mim agora passam a representar outro sentido, talvez um novo destino, de palavras profundas e gestos intensos, onde eu finalmente (RE)VIVA algo novo, algo meu.
Catarina Muniz e B. Andressa
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Você sabe que tem
O controle é todo seu, meu bem! Já que agora é dona, não haverá festas sem gostos, nem trilhas sem momentos, se você tem a leveza da pluma e o contraste misturado ao brilho tudo será melhor, não se contente, tudo será melhor. Acredito tanto em você que aposto, dou todas as minhas fichas, ainda que a intuição seja vã te confio todas as pequenas coisas, porque elas guardam a diferença exposta dentro de você. Você foge das outras, corre do clichê banalizado e tão automaticamente formador de opiniões, você sabe o que tem de autêntico, de autoral, e ainda bem que só eu consegui enxergar isso. Encho-te de presentes, todos os luxos e agrados, sou recompensado com tua voz, teu charme e tua indiferença... Tudo tão teu que nem me importo se um dia pertencerá a outros, enquanto for minha te observarei, apreciarei a menina dos olhos, aquela que nunca tive antes. A verdade é que a estrada que nos separa é longa, e quando pisco penso o quanto terei de andar, mas penso de novo e chego à conclusão de que se você tem sapatos confortáveis tudo se torna mais fácil.
Andreza Reis.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Maleáveis como uma rocha, sensíveis como uma rosa
Muitas coisas valem à pena. Risos, trechos, amores infinitos, lágrimas, filmes, odores, páginas, timbres, rostos, vícios, ventos. Coisas sem nexo algum, que refletem numa infinita combinação de sensações e prazeres. Coisas essas que compõem a cifra mutável que somos, e que muitas vezes toca conforme as fases da lua, inconstantes, mas que acabam por se repetir num ciclo. Talvez com pessoas diferentes, e intensidades diferentes, só que os medos e incertezas, serão sempre os mesmos, apenas bem mais camuflados. E é então quando descobrimos que não podemos fugir deles, no máximo, domá-los. Porque somos como somos, e negar isso, é acreditar numa falsa verdade na qual pessoas mudam outras.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Coração cheio de alma
Os pais são seres amargos, impuros e mentirosos, tentam poupar sua cria da derrota, enquanto eles mesmos concederam-lhes a pior das perdas: o direito de morrer. Quando miniaturas, somos facilmente manipulados, mas quando crescemos é ainda pior, viramos enormes estátuas banhadas de inverdades, sonhos frágeis e palavras ocas. Eles não entendem porque precisamos do consumo excessivo, nos acham trapos gritando por uma costura melhor... E na verdade somos isso mesmo, eles nos conhecem desde sempre. Alguns tentaram não aceitar o que lhes foi oferecido, mas pobres coitados! Viram tudo desmoronar cedo demais, perderam o que não tinham... a vida se tornou literalmente uma droga, sem dó nem piedade, simplesmente uma droga. Outros já provaram toda a diversidade, largaram a fé sofrida e tão sã, escreveram a seco destinos cheios de compaixão, bateram a porta e simplesmente saíram do lar que nunca foi de verdade tão aconchegante... deixaram para trás aquela rotina careta, patética, incômoda. Os que se salvam mesmo são aqueles que permanecem debaixo das asas, aqueles que usufruem do colo quente e oferecido, os que se salvam mesmo são aqueles que se encarregaram de escutar mais e fazer menos, porque o conselho dos velhos sempre foi bem-vindo.
Andreza Reis.
sábado, 8 de janeiro de 2011
My mistakes were made for you
Aponta imperfeições o tempo todo, nunca olha para si... É duro ver que tudo está errado quando se está cego. Honestamente, não precisa de argumentos convincentes quando se é dono da razão, e talvez, a razão dela seja apenas você. Anda torto, dá passos incertos, é inconsequente, mas sabe que sempre faz tudo na humilde intenção de agradar, lhe ganhar, para que você a aceite, como quiser. Acha que os outros não combinam, julga a desproporcionalidade, vive o romance alheio e esquece-se de vocês... quando vê já é tarde, só carrega consigo a absoluta convicção de que enganos são perdoáveis. Um dia, meu caro, você cansará de suas birras, ciúmes, bipolaridade compulsiva, palavras rebeldes... Mas por favor! Não desista de amá-la ou pelo menos reconheça o quanto seus defeitos intoleráveis são despretensiosos, você sabe o quanto ela te ama...e que agora só resta querer.
Andreza Reis.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Open
Seguro de si, sem mágoas ou arrependimentos, viver tranquilamente é ter certeza de que a paz é um tipo de poder, que vai muito além de loucuras diárias ou fazer aquilo ou isto por simplesmente fazer. Cada um desses tem seus prazeres e particularidades, mas todos desejam algum dia encontrar alguém confortável, confiável, quase ou inteiramente inexistente. A liberdade não é tão vã quanto se pensa, se desprender das correntes vai muito além de simplesmente estar com o corpo livre, se desprender significa encontrar-se novamente, é desejar a própria alma, é cuidar-se formalmente, não porque a sociedade impõe, mas porque você se permite. Haverá quebras de telhados, tardes vermelhas e problemas significantes, mas nada será insuperável como antes, lhe foi dado o direito de se policiar, de recriar-se, e novas chances não surgem por acaso, aliás, o acaso é mais uma invenção de quem não soube como agir num momento de agonia, porque os fortes, os fortes acreditam mesmo é no destino, os fortes acreditam no que se constrói e não no que precisa ser simplesmente derrubado.
Andreza Reis.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
I need your heart beating next to my heart
Tuas mãos me conhecem, me dedicam todos os mimos e amores, e sempre que as preciso se transformam em minhas, tão minhas quanto tuas palavras doces, teu silêncio vago. Você tem minha alma, meus medos, minha aflição e todo o meu querer... Tem minhas lágrimas, meu sonhar, tem minhas falhas e exageros... Você tem os braços mais sinceros que já provei. O fim é tão amargo, é uma possibilidade cruel e inaceitável, o fim não é só cansar, o fim é desistir... E não me interessa desistir da nossa doçura, não me interessa acabar com o valor que completa e realmente importa. Você é dono do meu caminho, é dono das minhas escolhas e renúncias, você é dono da pureza, dono dos lábios, das incertezas... Você é dono de todo o pulsar, você é dono de mim. Nunca fui de outros, e jamais serei... Depois de você só me interessa o abismo, a escuridão, a morte... Depois de nós dois só me interessa o fim de mim.
Andreza Reis.
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