Fiquei. Tive que ouvir tudo aquilo enquanto rabiscava um papel. Nunca fui de pensar duas vezes, agi o quanto quis, mesmo errando. pensei que viver daquela forma seria diferente, não me decepcionei, mas eu sabia que o desajuste não cabia na alma pequena, frágil e quase invisível...tive medo de ser sincera, afinal, ninguém quer para si a verdade corrosiva. Quando quis já não queria e quando tinha deixava de amá-lo e passava a desejar o que viria, sem precisar reconhecer. Os filmes, os travesseiros, as trilhas sonoras e os dedos entrelaçados fazem parte das coisas simples, necessárias e doces, mas eu nunca me encaixei nessa seção, (apesar de oferecer-lhe o valor merecido) isso porque nunca fui simples, odiei o óbvio e sempre gostei de tempero. Já não me reconheço mais, e nem quero! acho que se isso acontecer não vou gostar de mim, muito menos de dormir e acordar comigo, porque se existe uma coisa que me dá medo é esse negócio de egocentrismo, e pensando bem...nunca gostei de espelho mesmo.

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