quinta-feira, 4 de novembro de 2010

You...Soft and Only

      Ruas escuras, palavras usáveis e brindes desnecessários. Achei que já havia visto isso tudo antes, bem antes...num passado que nem se quer sei se existiu. Quando o tempo foi passando por algum motivo não quis pará-lo, por algum motivo senti que precisava ser menos egoísta, mesmo sem querer. Olhei para eles e tudo me pareceu tão cômodo, principalmente os risos ao vento e os abraços calorosos. Não via aquilo fazia um tempo, mas só de olhar me senti parte dali. Alguns eram movidos à estrelas, outros a sorrisos e alguns movidos pela vida, sem nenhuma pretensão de existir. Demorei um pouco, sentei-me numa calçada e eles me olharam com facas nos olhos, eu sorri e saí, lembrei-me de que quando o tempo era nosso também não gostávamos de gente curiosa, nós não tínhamos curiosidade alguma, a vida havia matado todas. Andei mais um pouco, sentei no banco do nosso parque e pensei comigo se agora, depois de tanta coisa, a vida tinha o mesmo valor de antes...não achei resposta, mas a árvore que ficava ali em frente ainda estava lá, intacta como antigamente, com os mesmos nomes grafados em si.
                                                                  
                                                                        Andreza Reis.

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