domingo, 30 de janeiro de 2011

Adeus maria fulô

    Despiu-se, jovem, tola e dizendo adeus... seu coração estava mudando. Novidades são tão vãs e necessárias que quer provar, degustar, deliciar-se em corpos, copos, porções nunca antes conhecidas, exploradas. O amado é amargo, às vezes doce, tão igual e despretensioso, diferente dos outros mas sempre semelhante aos dois, é infantil, piadista... é fácil, tão fácil. Cheios de sussurros, códigos, linguagem inapropriada ao público alvo, não que seja brusca, é apenas um pouco difícil de se decodificar. Grita e implora um "mate-me" abafado, quase acabado, e diz cheia de convicção que esses serão os últimos endereços e essas as últimas cartas, mas que espera que ele saiba que já não há mais remetente.

                                                                             Andreza Reis

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