quarta-feira, 2 de março de 2011

Décima segunda dimensão

Liberté, como és amarga!
Doce é a prisão.
Tu és difícil, carente de planos.
Já me basta, quero-te fora.

Visionariamente já não sou.
Tenha piedade, ser maior!
A imaturidade láctea me consome
não posso ser o que não tenho
ainda não posso dar.

Acenar vale mais.
Apertos são complexos.
Vão é o maoísmo
não quero sustentá-lo, nem puramente.

Habitar o vazio.
Desdenhar da honra propagada.
Nada me faz melhor
nada me faz
nem a face.

Que este espelho se rompa em solução!
Caos, me devore.
Inconstantemente contente
digo que já fui
já não sou mar.

                                                                            Andreza Reis.

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