Quem me dera preencher essa vida vazia com tardes de repouso, flores e beijos nos olhos. Quem me dera ver minha escrita sair das máquinas e se tornar ditado consciente, quem me dera morrer de música e saltitante de prazer poder chegar num lugar miúdo e cheio de doçura. Quem me dera gostar de romantismo, quem me dera concordar com o que é imposto, quem me dera não gostar de colecionar canecas, quem me dera não ver defeito em tudo. Quem me dera pensar mais claro, quem me dera achar chocolate branco uma delícia, quem me dera ter um partido político e levantar a bandeira, quem me dera gostar de gente, sol e gula de uma vez só. Quem me dera não acreditar em disco voador, quem me dera saber perguntar o que me vem à cabeça, quem me dera nunca esquecer o que fui e de quem foi comigo, quem me dera aprender coisas que nunca me ensinam, que me dera sentir meu ego bater nas nuvens, quem me dera não temer meu futuro com gosto de juízo final.
Quem me dera parar de pensar em querer alguém que me dará o que eu sempre quero, chega de tantos desejos, antes de almejar a gente tem mesmo é que se permitir.

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