quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cabaret Voltaire

Gostinho de amarelo.
Molhando os olhos numa areia pálida e indivisível.
Vai saindo e cegando possibilidades negativas.
Encontrei uma banana elétrica. Panquecas.
Vou dormir na escuridão fluorescente, bailando de tonto.
Dadaiando por aí, perdendo ainda mais o non-sense que já tenho.
Queridinha, não o deixe acompanhadamente sozinho.
Ele não quer sua essência, quer a fórmula.
Cair equilibradamente devagarzinho numa fonte límpida de insensatez.
Esse é o nosso fraco, Otávio.
Vai maldizendo a beleza da bondade e provando pitadas de café amargo.
Assim é que se vai perto.
Cinema, ela não faz.
Depois dessa viagem vem uma estrada.
Teoricamente eu gostaria de quilometrar essa nossa imobilidade mórbida.
É tarde.
Teletransporte é como um amigo confortavelmente compreensível a atrasos.

                                                                    Andreza Reis.       


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