Já fomos samba, "rock'n'róu" de Chico e bossa, muita bossa. O broto era demais, e a "supimpalidade" das coisas era propagada num tremendo "paz e amor" e quando tudo mudou me rebelei, revolucionei, colei uma suástica na jaqueta de couro sem sequer saber o significado, me entreguei aos bagulhos e consumi fumaça. Quebrei guitarras em corações alheios, toquei baixo com palheta e usei óculos só para parecer um besouro como os outros. Fui do contra, às vezes da razão... mas nunca deixei de ser, deixei ser. Limitei-me a achar que um dia a massa ia ser massa, que os carros iam voar e as pessoas serem mais de conteúdo, mas sabe como é né ? é justamente nesse segundo de tempo que bate inveja dessa tal preguiça de pensar, é justamente nesse segundo de tempo que a gente vê esses tais "novos baianos" mudarem as coisas, quebrarem os limites da concordância pronominal, e serem no "passado, presente e particípio o mistério do planeta". Mas agora de que serve a rebelião ? o que nos resta é aplaudir a geração dos cento e quarenta caracteres, por ficarem obsoletos e por realmente dizerem tudo o que tem a dizer, ou seja, nada.

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